Na sessão desta quarta-feira, dia 05, a deputada Luciane Carminatti questionou a proposta do Governo do Estado com relação ao aumento do piso salarial dos professores da rede estadual. De acordo com a deputada, a posição do Governo é aplicar um repasse de 8,5% de aumento do piso, que passa para R$ 1.697,37 neste ano. Porém este reajuste desagrada a categoria, pois será repassado de imediato somente os profissionais da educação que recebem o piso, excluindo professores de carreira no magistério.

 A proposta do Governo é repassar o aumento em três parcelas: 2% em janeiro, 2% em julho e 4,5% em dezembro. Essa decisão prejudica os professores que atuam a mais tempo na rede, uma vez que receberão o aumento parcelado enquanto que os demais profissionais terão o pagamento integral para o mês de janeiro.

 

“A proposta passa a parcela de maior aumento para o próximo governo, isentando a atual administração da responsabilidade do pagamento de salário dos professores”, disse a deputada.

Na avaliação da parlamentar, outro fator que desmotiva ainda mais a classe é que mais uma vez o governo não se manifestou em relação à descompactação da tabela dos níveis de referência. Hoje não há aumento diferenciado de acordo com os níveis de formação dos professores, ou seja, não há distinção entre especialistas, mestres e doutores. “Essa correção está em pauta nos últimos anos, porém o governo continua adiando a discussão e a reforma desta estrutura de aumento salarial”.

Complementou que ao não atender a categoria na negociação da tabela de descompactação, o governo provoca indignação generalizada no magistério, o que não é nada bom para o início do ano letivo.

Denúncia

A deputada Luciane também mencionou a denúncia que recebeu dos professores de que muitas escolas deverão iniciar o ano com salas de aula lotadas, em torno de 40 alunos por turma. “Não há condições adequadas para possibilitar qualidade de ensino em sala de aula. A infraestrutura de muitas escolas é precária, conforme acompanhamos em 2013 durante visita com a Comissão de Educação da Assembleia”, afirmou a deputada. No ano passado, a situação obrigou pais e alunos a irem às ruas solicitar a redução do número de alunos por turma. 

 A deputada encerrou o pronunciamento contrapondo os dados positivos que o governador Raimundo Colombo mencionou durante a semana no Legislativo catarinense. “Tudo isso mostra que a educação não é prioridade em Santa Catarina. Enquanto a sociedade acredita que o foco principal é a melhoria da educação e valorização dos professores, nosso Estado vai na contramão deste processo, o que lamentamos profundamente”, finalizou.

 

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